Disputa no STF soma 44 despachos e ofícios em duas semanas, diz levantamento
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Disputa no STF soma 44 despachos e ofícios em duas semanas, diz levantamento

Ministros do Supremo Tribunal Federal fizeram ao menos 44 movimentações relacionadas ao caso envolvendo mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro desde 1º de setembro. Edson Fachin e André Mendonça concentraram a maior parte dos atos.

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Por Redação Fato Inteiro · 19 de setembro de 2026 às 04:12
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Um levantamento da CNN Brasil identificou 44 despachos ou ofícios de ministros do STF relacionados ao caso desde 1º de setembro, quando André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro.

Edson Fachin liderou a quantidade de movimentações, com 12, seguido por Mendonça, com nove. Moraes fez oito, Flávio Dino, seis, Gilmar Mendes, cinco, Cristiano Zanin, três, e Luiz Fux, uma.

A disputa envolveu o acesso às investigações, o sigilo de processos e a condução dos procedimentos relacionados ao Banco Master. Após pedidos de ministros e determinações de Fachin, Mendonça retirou o sigilo de ao menos 38 processos ligados ao caso.

Fachin passou a atuar de forma mais central depois do afastamento e da recondução do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. No mesmo dia em que Dino derrubou a decisão de Mendonça sobre o afastamento, Fachin retirou Moraes da relatoria do inquérito das fake news e Mendonça do processo sobre as mensagens entre Moraes e Vorcaro.

Outra frente envolveu o celular de Vorcaro. Zanin, Moraes e Gilmar pediram acesso aos dados, enquanto Mendonça informou que o aparelho estava com a PF e que uma cópia permanecia lacrada em seu gabinete. O material foi entregue um dia antes do julgamento sobre Moraes; depois da sessão, Fux e Mendonça também solicitaram acesso.

Na sessão, Flávio Dino pediu vista ao discutir a análise conjunta dos processos envolvendo Moraes e Mendonça, adiando a decisão por até 90 dias. A eventual abertura de investigação contra Moraes não chegou a ser analisada. Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e Dias Toffoli não participaram da sequência de despachos e ofícios; Toffoli declarou suspeição e Kassio, impedimento.

Fonte: CNN Brasil

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