Desigualdade de riqueza entre gerações aumenta no Japão
Reprodução/Valor Econômico
Brasil

Desigualdade de riqueza entre gerações aumenta no Japão

A disparidade na posse de ativos financeiros cresceu no Japão entre 2019 e 2024, com índices mais altos entre jovens de 18 a 24 anos e de 25 a 34 anos. No mesmo período, a desigualdade média na renda disponível apresentou leve melhora.

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Por Redação Fato Inteiro · 10 de setembro de 2026 às 01:24
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O valor médio de títulos e valores mobiliários nas mãos de pessoas com menos de 30 anos quase quintuplicou no Japão, passando de 160 mil ienes em 2014 para 790 mil ienes em 2024. Os dados foram analisados pelo “Nikkei Asia” com base em uma pesquisa do Ministério de Assuntos Internos e Comunicações, realizada a cada cinco anos com cerca de 90 mil domicílios.

A análise pelo coeficiente de Gini, porém, mostra diferenças maiores na distribuição dos ativos. O índice para todas as gerações subiu de 0,664 em 2019 para 0,678 em 2024. Entre os jovens, chegou a 0,718 na faixa de 18 a 24 anos e a 0,682 entre pessoas de 25 a 34 anos.

A desigualdade na renda disponível média de todas as gerações teve movimento contrário, com redução de 0,288 para 0,286 no período. Ainda assim, entre trabalhadores mais jovens, os coeficientes foram de 0,256 para a faixa de 25 a 34 anos e de 0,252 para a de 35 a 44 anos.

Segundo a Teikoku Databank, 30% das grandes empresas ofereceram salários iniciais mensais de pelo menos 250 mil ienes aos recém-formados contratados em abril. Entre pequenas e médias empresas, a proporção foi de 17%.

O programa Nisa, de investimentos isentos de impostos, tinha 28,21 milhões de contas no fim de dezembro, das quais 3,37 milhões pertenciam a pessoas na faixa dos 20 anos. Cerca de uma em cada quatro pessoas dessa idade tinha uma conta, ante aproximadamente uma em cada três nas faixas dos 30, 40 e 50 anos.

Os ativos financeiros das famílias japonesas chegaram a cerca de 2,4 quatrilhões de ienes no fim do ano fiscal de 2025. Ações e fundos de investimento somavam 564 trilhões de ienes, ou 23,6% do total. Segundo o Gabinete do Governo, o avanço foi impulsionado principalmente pela valorização provocada pela alta dos preços das ações.

Fonte: Valor Econômico

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