

Desastre entre Nepal e Tibete deixa 475 mortos e mais de 900 desaparecidos
Deslizamentos, colapsos glaciais e enchentes atingiram a fronteira entre Nepal e Tibete. Resgates foram retomados nesta sexta-feira, enquanto autoridades monitoram o risco de novas inundações.
Deslizamentos de terra e enchentes repentinas de grandes proporções atingiram a fronteira entre o Nepal e o Tibete na quarta-feira (26). Na região de Nuwakot, uma onda de lama e pedras arrastou prédios, estradas e veículos. Fluxos de água e detritos também alcançaram o posto fronteiriço de Rasuvagadhi, às margens do rio Trishuli.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou inicialmente a possibilidade de um terremoto de magnitude 4,4, mas depois afirmou que o episódio foi causado por um colapso glacial e um fluxo de detritos. Cientistas avaliam se chuva, derretimento de gelo ou o aquecimento e descongelamento do permafrost contribuíram para desestabilizar o terreno.
Até a manhã desta sexta-feira (28), autoridades nepalesas registravam 475 mortos e mais de 900 desaparecidos. No Tibete, três pessoas morreram e 558 continuavam desaparecidas. Uma lista divulgada pelo Nepal também reúne 537 estrangeiros cujo paradeiro é desconhecido, embora não esteja claro se houve registros duplicados entre os dados do Nepal e da China.
Grandes inundações foram relatadas nos rios Bhote Koshi e Narayani. O Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado de Montanhas alertou para a possibilidade de novas inundações nos próximos dias, provocadas por detritos transportados pelos rios. Os resgates foram interrompidos temporariamente e retomados na manhã de sexta-feira.
Especialistas afirmam que sistemas de alerta precoce, cooperação entre os países e a redução da ocupação em áreas de risco podem diminuir os impactos de deslizamentos, avalanches e colapsos glaciais. Governos do Nepal, China e Índia anunciaram medidas de resposta, enquanto a ONU informou que mobiliza suprimentos e equipes. Os Estados Unidos prometeram US$ 500 mil para abrigos, água potável, saneamento e outros itens de socorro.
Fonte: BBC News Brasil
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