Deltan defende Lava Jato e explica uso de recursos do fundo eleitoral
Reprodução/Gazeta do Povo — Paraná
Brasil

Deltan defende Lava Jato e explica uso de recursos do fundo eleitoral

Candidato ao Senado pelo Paraná afirmou que a operação prendeu criminosos e negou contradição entre seu discurso antissistema e o uso de R$ 800 mil do fundo eleitoral e partidário. Dallagnol também apresentou propostas sobre provas ilícitas e impeachment de ministros do STF.

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Por Redação Fato Inteiro · 2 de setembro de 2026 às 18:30
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Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado pelo Paraná, defendeu o legado da Operação Lava Jato durante sabatina do Meio-Dia Paraná, da RPC TV. Ele afirmou que a força-tarefa “colocou bandido na cadeia pela primeira vez na história” e recuperou recursos para a sociedade.

O candidato também falou sobre a situação de sua candidatura. Segundo a reportagem, a Justiça Eleitoral negou, na terça-feira (1º), pedidos de provas e encaminhou o registro para julgamento. Dallagnol disse estar elegível e atribuiu a contestação a uma narrativa do PT.

Questionado sobre o uso de R$ 800 mil em recursos do fundo eleitoral e do fundo partidário, apesar de criticar o financiamento público de campanhas, Dallagnol afirmou que sua candidatura ficaria em desvantagem sem os recursos. Ele disse ainda que pretende apoiar propostas de redução ou extinção do fundo eleitoral.

Sobre a aliança entre Novo e PL no Paraná, o candidato afirmou que a composição envolve Sérgio Moro para governador e Filipe Barros para senador, mas negou haver uma aliança nacional entre os partidos. Ele também defendeu que cada pessoa responda individualmente por seus atos e seja responsabilizada quando houver desvios.

Entre as propostas citadas na entrevista estão a adoção de maioria simples no Senado para processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e a criação de um “juízo de ponderação” para avaliar o aproveitamento de provas obtidas de forma ilícita. A medida, segundo Dallagnol, alcançaria provas produzidas de boa-fé quando a decisão judicial que autorizou a operação fosse posteriormente revogada.

Fonte: Gazeta do Povo — Paraná

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