

Debate no Senado aponta participação social contra desinformação nas redes
Audiência da Comissão de Educação e Cultura reuniu jovens senadores e especialistas para discutir democracia digital, educação midiática e combate à desinformação. Participantes defenderam responsabilidade individual, transparência algorítmica e atuação do poder público.
A Comissão de Educação e Cultura do Senado realizou audiência pública sobre democracia nas redes sociais e formas de enfrentar a desinformação na internet. O debate ocorreu durante a Semana de Vivência Legislativa do Programa Jovem Senador 2026, que reúne 27 estudantes, representantes de cada unidade da Federação, e seus professores orientadores.
Autor do requerimento, o senador Paulo Paim (PT-RS) afirmou que as redes são espaços centrais de informação, participação cidadã e debate público, mas também concentram desafios como discursos de ódio, intolerância, polarização e violência digital. Para ele, a liberdade de expressão não deve ser usada para mentir, ameaçar, perseguir, discriminar ou atacar a dignidade de alguém.
Frederico Franco Alvim, representante do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu ferramentas que ajudem as pessoas a reavaliar suas próprias percepções. Segundo ele, algoritmos priorizam conteúdos capazes de gerar engajamento e manter a interação dos usuários. A presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, apontou a educação midiática e informacional como meios para diferenciar fontes confiáveis, argumentos honestos e informações falsas ou fora de contexto.
A jovem senadora do Rio de Janeiro, Maria Laura Soares e Silva, afirmou que o poder das redes e da tecnologia não deve ser ignorado. Ela defendeu que a juventude reflita sobre o conteúdo consumido na internet e que o poder público tenha protagonismo na divulgação de notícias verdadeiras e verificadas.
Representantes do Senado também destacaram o alcance das plataformas digitais. Tadeu Sposito informou que 150 milhões de pessoas têm perfis em plataformas digitais e que 98,7% dos internautas usam redes sociais. Sara Reis, do Senado Verifica, defendeu transparência algorítmica, educação midiática contínua e compromisso individual com a checagem de fatos. A pesquisadora Gabriela de Almeida ressaltou que o confronto de ideias é compatível com a democracia, desde que não envolva violência ou ódio.
Fonte: Agência Senado
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