

Debate ao governo do Paraná contrapõe continuidade e defesa dos serviços públicos
Requião Filho e Sandro Alex apresentaram visões distintas sobre o papel do Estado no Paraná durante debate transmitido pela Band. A ausência de Sérgio Moro e a participação limitada de candidatos também foram mencionadas.
O primeiro debate televisivo entre candidatos ao governo do Paraná foi transmitido pela Band na noite de domingo (9). O confronto reuniu Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD), enquanto a decisão de convidar apenas três dos oito candidatos gerou críticas. Sérgio Moro (PL) não participou e sua ausência foi citada pelos dois candidatos no estúdio.
Sandro Alex se apresentou como representante da continuidade do projeto associado ao governador Ratinho Junior e ao ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca. Sua campanha destacou obras da atual gestão, liberdade econômica, participação do setor privado e políticas de desestatização. Na segurança pública, repetiu a frase “A polícia que governa, não a bandidagem” e defendeu a unificação do número de emergência 190.
Requião Filho, deputado estadual e filho do ex-governador Roberto Requião, concentrou sua fala na valorização dos serviços públicos, dos trabalhadores e da presença do Estado. Ao tratar de segurança, defendeu investimentos nos policiais que atuam nas ruas e mencionou salários e jornadas de trabalho da categoria. Também recuperou ações dos governos do pai, como a ampliação da presença da UFPR no litoral em 2006.
As privatizações, especialmente a Copel, estiveram entre os principais pontos de divergência. Requião Filho criticou a mudança de controle da companhia e a associou a problemas como aumento da conta de luz e demora em serviços. Sandro Alex afirmou que “os maiores acionistas da Copel são o povo paranaense”. O debate também incluiu propostas sobre a Ponte de Guaratuba, saneamento no litoral, educação, micro e pequenas empresas, pedágios e a prevenção aos feminicídios.
A ausência de Moro também teve dimensão própria. O senador divulgou um vídeo para explicar que não participaria por considerar o encontro um “jogo combinado”. Segundo a fonte, a decisão foi convertida em conteúdo para redes sociais e manteve o candidato presente na repercussão do debate, embora ele não tenha estado no palco.
Fonte: brasildefato.com.br
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