Data centers dos EUA sustentam pedidos de turbinas da Mitsubishi até 2030
Reprodução/Valor Econômico
Brasil

Data centers dos EUA sustentam pedidos de turbinas da Mitsubishi até 2030

A Mitsubishi Heavy Industries prevê demanda global forte por turbinas a gás no próximo ano, impulsionada pela expansão de data centers voltados à inteligência artificial nos Estados Unidos. A empresa afirma ter carteira recorde, com entregas de grandes equipamentos para 2029 e 2030 em cronograma apertado.

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Por Redação Fato Inteiro · 23 de setembro de 2026 às 02:20
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A demanda global por turbinas a gás deve permanecer no mesmo nível de 2025 ou superar a marca de 100 gigawatts em 2026, segundo Takao Tsukui, presidente do conselho e CEO da Mitsubishi Heavy Industries America, em declaração ao “Nikkei Asia”. O executivo citou o ritmo de pedidos registrado entre janeiro e junho.

Os Estados Unidos concentram parte relevante desse movimento devido à expansão de data centers para aplicações de inteligência artificial. Essas instalações aumentam a necessidade de geradores de carga de base, capazes de operar continuamente. A demanda mundial por turbinas a gás em 2025 foi a maior desde 2000, de acordo com a Mitsubishi Heavy.

A companhia informou que sua carteira de pedidos está em nível recorde. Segundo Tsukui, o cronograma de produtos com entrega prevista para 2029 e 2030 está apertado. Os preços contratuais das turbinas também subiram 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, em meio a custos maiores de mão de obra, matérias-primas, cadeias de suprimentos e juros.

A Mitsubishi planeja dobrar até o ano fiscal de 2030 a capacidade de produção de grandes turbinas a gás, tomando como referência o ano fiscal de 2024. Para isso, prevê investir mais de 100 bilhões de ienes em unidades de produção no Japão e nos Estados Unidos.

Estimativas do Goldman Sachs citadas pela reportagem apontam que a demanda de energia dos data centers americanos deve mais que dobrar no próximo ano, para 66 GW, ante 31 GW previstos para 2025. O texto também registra oposição a novos empreendimentos em alguns estados, além de revisões e atrasos em cronogramas de construção.

Fonte: Valor Econômico

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