Dark Horse não será lançado antes das eleições, diz distribuidora
Reprodução/BBC News Brasil
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Dark Horse não será lançado antes das eleições, diz distribuidora

O filme sobre Jair Bolsonaro voltou ao centro da disputa eleitoral após uma delação envolver repasses ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ainda não há data definida para a estreia, e Flávio Bolsonaro é questionado sobre o financiamento da produção.

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Por Redação Fato Inteiro · 10 de setembro de 2026 às 05:31
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O documentário Dark Horse, que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro, não será lançado antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. Segundo Wilson Feitosa, diretor-geral da Europa Filmes, a obra será exibida primeiro nos cinemas, mas ainda não há uma data definida para a estreia.

A produção voltou ao debate político após Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, fechar um acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República. Ele é apontado como principal operador financeiro de Daniel Vorcaro e teria relatado sete pagamentos ao fundo americano Havengate, que tem ligação com um advogado associado a Eduardo Bolsonaro. Os repasses somariam US$ 12,3 milhões.

A Polícia Federal investiga se valores transferidos por Vorcaro foram usados para financiar a permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos ou a produção do filme. Eduardo afirmou ter assinado contrato como produtor e investido R$ 350 mil na obra, mas disse que recebeu o dinheiro de volta após a entrada de outros patrocinadores. Em vídeo, negou ter recebido recursos de Vorcaro ou do fundo sediado nos Estados Unidos.

Também há divergências sobre o total e a data dos pagamentos. O The Intercept Brasil informou que Flávio Bolsonaro teria pedido US$ 24 milhões e que Vorcaro teria repassado US$ 10,6 milhões. A revista Piauí apontou outros repasses em setembro e outubro de 2025, elevando o total para US$ 12,3 milhões. A produtora GoUp Entertainment confirmou um aporte em setembro, mas negou outro em outubro.

Flávio disse em agosto que o caso era uma “página virada” e que se tratava de uma transação privada. Ele também afirmou que a produtora havia prestado contas sobre o uso dos recursos. O senador não comentou o caso à BBC News Brasil; sua assessoria indicou a GoUp como responsável pelo filme. A empresa não respondeu à BBC até a publicação da reportagem.

Além do financiamento, permanecem questionamentos sobre a escolha de Vorcaro como investidor, a contratação da GoUp e o motivo do sigilo em torno da produção. A promessa de estreia em setembro havia sido feita pelo ator Jim Caviezel, que interpreta o ex-presidente, mas foi contrariada pela ausência de uma data definida e pela confirmação de que o lançamento ocorrerá somente depois das eleições.

Fonte: BBC News Brasil

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