

Dados sobre desnutrição infantil em Gaza enfrentam limitações de acesso
Relatório do Unicef registrou queda nas internações de crianças com desnutrição, mas excluiu 17% da população de Gaza por restrições e preocupações de segurança. Levantamento também apontou que 12,2% das crianças menores de 5 anos nas áreas acessíveis têm desnutrição crônica.
Um relatório do Unicef divulgado em 24 de agosto de 2026 apontou que o número de crianças internadas com desnutrição na Faixa de Gaza caiu de 17 mil, em agosto de 2025, para 3 mil, em junho de 2026. O levantamento, porém, alcançou apenas as áreas geograficamente acessíveis.
A pesquisa excluiu cerca de 17% da população de Gaza, o equivalente a 358 mil pessoas, devido a restrições e preocupações de segurança. Foram avaliadas 1.335 crianças de 0 a 59 meses, distribuídas por 147 agrupamentos, entre 31 de maio e 15 de junho de 2026.
Segundo Sandra Beltrán Pedreros, a medição de peso e altura é o método mais confiável, mas sua aplicação é mais complexa em situações de conflito. Nesses casos, costuma-se medir o braço da criança, já que o músculo da região é o primeiro a ser perdido quando há redução de peso.
O relatório indicou que a desnutrição crônica afeta 12,2% das crianças menores de 5 anos nas áreas acessíveis de Gaza. A taxa corresponde a 9,6% dos casos na forma moderada e 2,6% na severa. Esse tipo de desnutrição está associado ao atraso no crescimento e exige ações de longo prazo.
A melhora registrada foi classificada pelo Unicef como “altamente frágil e totalmente dependente de acesso humanitário contínuo”. O documento também apontou que a movimentação constante de famílias e as dificuldades de acesso podem interferir no acompanhamento dos dados. O índice de insegurança alimentar, que estava na fase 5 em agosto de 2025, ainda não havia sido atualizado em 2026.
Fonte: Poder360
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