

Crises externas pressionam diplomacia de Lula antes da eleição no Brasil
Conflitos com os governos dos Estados Unidos e da Argentina ampliaram as críticas à política externa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ao mesmo tempo, o Planalto afirma manter o diálogo com parceiros como China, Rússia, Colômbia e Paraguai.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou recentemente com líderes de quatro países. Os contatos ocorreram com Gustavo Petro, da Colômbia, em 5 de agosto; Vladimir Putin, da Rússia, em 4 de agosto; Xi Jinping, da China, em 27 de julho; e Santiago Peña, do Paraguai, em 30 de julho.
Segundo interlocutores do Palácio do Planalto, novas conversas com presidentes podem ocorrer nas próximas semanas. A movimentação ocorre durante uma crise com o governo dos Estados Unidos e em meio ao distanciamento entre Brasil e Argentina.
As tensões passaram a ser usadas por adversários para questionar os resultados e os rumos da diplomacia brasileira. Para a especialista Carolina Pavese, os conflitos internacionais também contribuem para a polarização da política doméstica.
Integrantes do Planalto e do Itamaraty afirmam que o governo pretende manter abertos os canais de diálogo e ampliar a atuação do Brasil em temas de interesse global. Em setembro, mudanças climáticas e defesa do multilateralismo devem estar entre os assuntos tratados na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, com participação prevista de Lula.
Na relação com a Argentina, o governo brasileiro mantém o embaixador em Buenos Aires no Brasil enquanto o presidente Javier Milei continuar com ataques a Lula e a outras autoridades brasileiras. A representação diplomática brasileira no país é chefiada por um encarregado de negócios.
Fonte: g1.globo.com
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