

Copom diz que ajuste da Selic dependerá da evolução do cenário
Ata do Copom afirma que a magnitude do ciclo de calibração da Selic será ajustada para manter a política monetária restritiva e levar a inflação à meta. O documento detalha o corte de 0,25 ponto percentual, que reduziu a taxa básica para 13,75% ao ano.
Em ata divulgada nesta manhã, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou que ajustará a magnitude do ciclo de calibração da Selic conforme a evolução do cenário. O objetivo, segundo o documento, é manter o grau de restrição necessário para assegurar a convergência da inflação à meta, em um contexto de incerteza elevada e riscos predominantemente de alta para os preços.
O texto detalha a decisão tomada na semana passada de reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano. O colegiado afirmou que os efeitos da política monetária contracionista sobre a atividade econômica vêm se acumulando gradualmente.
Segundo a ata, a inflação continua pressionada pela demanda, embora a política monetária contribua para o processo de desinflação. O Copom também destacou a influência dos choques de oferta sobre a trajetória recente e prospectiva dos preços e afirmou que deve monitorar possíveis efeitos de segunda ordem.
O comitê classificou como assimétrico para cima o balanço de riscos para a inflação. Entre os fatores de alta, citou a desancoragem das expectativas, a persistência da inflação de serviços, uma eventual combinação de políticas econômicas com impacto inflacionário maior que o esperado e estímulos à demanda que levem o crescimento acima do produto potencial.
As expectativas de inflação permanecem acima da meta de 3%, com tolerância até 4,5%, em todos os horizontes, segundo a ata. Nesse ambiente, o Copom concluiu ser necessária uma “restrição monetária maior e por mais tempo” e afirmou que acompanha especialmente a desancoragem das estimativas para prazos mais longos.
No cenário externo, o documento apontou níveis elevados de incerteza, associados às tensões geopolíticas e a seus efeitos sobre preços de commodities e insumos. Para o Copom, esse quadro exige cautela dos países emergentes diante da maior volatilidade nos preços de ativos e commodities.
Fonte: Valor Econômico
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