Coordenadora de Flávio prioriza corte de gastos antes de rever salário mínimo
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Brasil

Coordenadora de Flávio prioriza corte de gastos antes de rever salário mínimo

Daniella Marques afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro pretende cortar despesas, privilégios e supersalários antes de discutir mudanças no ganho real do salário mínimo ou uma nova reforma da Previdência. Segundo ela, um ajuste fiscal suficiente poderia tornar essa discussão desnecessária.

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Por Redação Fato Inteiro · 9 de setembro de 2026 às 09:16
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A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Daniella Marques, disse que a equipe pretende concentrar os esforços iniciais na redução de gastos da máquina pública, privilégios tributários e supersalários. A declaração foi dada em entrevista ao Estadão publicada em 9 de setembro de 2026.

A proposta em elaboração prevê substituir o atual arcabouço fiscal por uma regra que considere também a trajetória da dívida em relação ao Produto Interno Bruto. A campanha trabalha ainda na criação de uma instância de governança fiscal com os três Poderes e apoio técnico para orientar o controle das despesas.

Segundo Daniella, Flávio se comprometeu a apresentar, durante uma eventual transição, um pacote para reorganizar as contas públicas. A equipe também planeja reduzir a estrutura administrativa federal; questionada sobre o número de ministérios que seriam cortados, ela respondeu: “Dez são garantidos”. A definição das pastas ainda não foi feita.

Sobre o salário mínimo, a coordenadora não assumiu posição específica quanto à manutenção ou ao fim do ganho acima da inflação. Ao ser perguntada se o tema ficaria para depois, respondeu: “Talvez não seja necessário”. Ela afirmou que a prioridade seria reduzir desperdícios e despesas antes de avaliar mudanças em benefícios sociais.

Daniella também defendeu uma gestão mais profissional dos ativos da União e das estatais e disse que a campanha calcula haver mais de R$ 6 trilhões em ativos. Parte dos recursos de uma eventual monetização, segundo ela, seria destinada à redução da dívida pública e ao financiamento de infraestrutura.

Fonte: Poder360

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