

Conselho do MPF reúne três votos para manter Gonet no caso Master
O Conselho Superior do Ministério Público Federal tem três votos contra o afastamento de Paulo Gonet das investigações sobre o caso Master. A sessão foi interrompida para o almoço após os primeiros votos e deveria ser retomada depois de uma hora.
O relator da notícia-crime apresentada pelo Partido Novo, subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino, votou pelo arquivamento integral do pedido nesta sexta-feira (25). A legenda havia levantado suspeitas de prevaricação na condução do caso pelo procurador-geral da República.
Os conselheiros Celso de Albuquerque Silva e Janice Agostinho Barreto Ascari acompanharam o relator quanto à permanência de Gonet no caso. Janice, porém, discordou do arquivamento integral e afirmou que havia pontos a serem esclarecidos.
Segundo Sanseverino, a representação não apresentou elementos que permitissem suspeitar de crime cometido por Gonet. O relator também considerou que as menções ao procurador-geral em mensagens e anotações extraídas do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro não comprovam amizade íntima ou irregularidade na atuação do PGR.
O relator avaliou ainda que uma fotografia de Gonet com Vorcaro e outras pessoas, registrada durante uma viagem a Londres em 2024, não seria suficiente para caracterizar amizade íntima. A imagem foi feita durante um fórum jurídico patrocinado pelo Master, entre outras empresas.
A análise começou por volta das 10h. O Conselho Superior do MPF é formado por nove subprocuradores-gerais da República e, entre suas atribuições, autoriza investigações que tenham o procurador-geral como alvo.
O caso está relacionado à Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras atribuídas ao ex-banqueiro. Vorcaro é apontado como principal alvo da operação e está preso preventivamente desde novembro do ano passado.
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