

Congresso reúne três PECs com propostas para reformar o Judiciário
Pelo menos três propostas de emenda à Constituição em análise no Congresso tratam de mudanças no Judiciário e de regras para autoridades públicas. Os textos abordam indicações ao STF, decisões monocráticas, conduta de agentes públicos e paridade de gênero.
O Congresso Nacional concentra três PECs sobre a reforma do Judiciário e a atuação de autoridades públicas. As propostas podem alterar o processo de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), limitar decisões individuais e criar regras de conduta para agentes públicos.
A proposta mais avançada é de autoria de Eduardo Braga (MDB) e já foi apresentada no sistema do Senado após reunir assinaturas suficientes. O texto estabelece normas éticas para agentes públicos, incluindo integrantes do Judiciário e do Legislativo, além de prever restrições a contratos e uma quarentena após o fim do exercício do cargo. A matéria ainda depende da Presidência do Senado para avançar.
Outra PEC, articulada por Danilo Forte (PP) e ligada ao chamado Centrão, propõe alternância nas indicações ao STF entre o presidente da República, o Congresso Nacional e o próprio Judiciário. As indicações continuariam passando por sabatina no Congresso. O texto também restringe decisões monocráticas, que teriam de ser submetidas ao plenário, e proíbe o recebimento de eventos e vantagens por ministros.
A terceira proposta é vinculada ao PT e tem Reginaldo Lopes como responsável pela coleta de assinaturas. O texto ainda não foi inserido formalmente no sistema do Congresso e inclui a previsão de paridade de gênero nas indicações ao STF, com uma cota para mulheres.
A expectativa citada na reportagem é de que o debate ganhe força depois das eleições municipais de outubro. Lideranças do Senado avaliam que o andamento pode depender da atuação de Davi Alcolumbre e da composição da Casa após o segundo turno. Também há preocupação de que a combinação desordenada das propostas produza um texto inconsistente.
Fonte: CNN Brasil
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