Como a popularidade do ensino médio pode continuar influenciando a vida adulta
Reprodução/BBC News Brasil
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Como a popularidade do ensino médio pode continuar influenciando a vida adulta

Pesquisas citadas pela BBC indicam que as experiências de popularidade, rejeição e pertencimento na adolescência podem permanecer na memória e afetar relações, satisfação com a vida e saúde. A posição social ocupada na escola, porém, não se resume a ser querido pelos colegas.

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Por Redação Fato Inteiro · 5 de setembro de 2026 às 21:49
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A popularidade vivida durante a adolescência pode permanecer na memória por décadas. Segundo a reportagem, muitas pessoas lembram com facilidade o nome do aluno mais popular da turma, às vezes mais do que os nomes de professores e de outros colegas.

O psicólogo Mitch Prinstein, da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill, conversou com centenas de pessoas sobre suas experiências escolares e encontrou lembranças especialmente fortes relacionadas aos estudantes que dominavam os corredores, como atletas, líderes de festas e garotas populares.

Estudos iniciados pelo psicólogo John Coie, no começo dos anos 1980, classificaram as crianças em cinco grupos sociais: aceitas, rejeitadas, controversas, negligenciadas e medianas. A divisão foi baseada na frequência com que eram citadas pelos colegas como pessoas de quem gostavam ou não gostavam.

De acordo com os estudos mencionados, cerca de 40% das crianças são classificadas como medianas, enquanto as demais se distribuem entre as outras categorias. Aproximadamente metade mantém, cinco anos depois, no ensino médio, o mesmo rótulo social que tinha no ensino fundamental.

A reportagem também diferencia simpatia de status. Ser querido pelos colegas é associado a resultados positivos na saúde, no trabalho, na vida acadêmica e na saúde psicológica, enquanto o alto status pode produzir efeitos opostos, segundo Prinstein. A influência dessas experiências pode continuar mesmo 40 anos depois, afirma o psicólogo.

No ensino médio, as relações se organizam em panelinhas e grupos com fronteiras que podem ser rígidas. Embora a cultura popular destaque arquétipos como os populares, nerds e rejeitados, um estudo de 1985 citado pela BBC apontou que cerca de 45% dos alunos se definiam apenas como “normais”.

Fonte: BBC News Brasil

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