Coluna critica jantar entre autoridades e aponta desordem institucional
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Coluna critica jantar entre autoridades e aponta desordem institucional

Em artigo publicado pela Folha de S.Paulo, Marcus Melo afirma que um jantar na residência de Alexandre de Moraes reuniu autoridades dos três Poderes e avalia que o encontro expôs a mistura entre funções judiciais e políticas. O texto também aborda o impacto do caso Banco Master sobre a imagem do STF.

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Por Redação Fato Inteiro · 23 de agosto de 2026 às 15:09
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O jantar ocorreu na residência do ministro Alexandre de Moraes e contou com a presença do presidente da República, do presidente do Senado, além de Moraes e do ministro Cristiano Zanin. Segundo a coluna, o encontro foi apresentado como uma demonstração de pacificação entre autoridades.

Marcus Melo sustenta que conflitos entre os Poderes deveriam ser tratados por canais oficiais, públicos e impessoais. Para o colunista, a reunião em uma residência privada representou a atuação de um ministro do Supremo como articulador político entre o presidente da República e o chefe do Senado.

O texto também menciona possíveis conflitos de interesse envolvendo alguns participantes ou seus familiares, com questões que, segundo a coluna, poderiam chegar ao próprio tribunal. Melo afirma ainda que Moraes, após presidir o TSE e relatar o processo que levou à condenação e prisão do ex-presidente, passou a exercer um papel de mediação política entre Lula e Alcolumbre.

A coluna retoma críticas feitas anteriormente às nomeações de Cristiano Zanin e Flávio Dino para o STF. O autor relaciona decisões de Dino no Maranhão à arena política em que ele teria sido protagonista e cita, no inquérito das fake news, investigações sobre reportagens envolvendo sua família.

Para Melo, a criação de um código de ética, proposta pelo presidente do STF, Edson Fachin, não seria suficiente para resolver a mistura entre autoridade judicial e poder político. O artigo conclui que o caso Banco Master não teria produzido uma autocontenção duradoura no tribunal.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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