

Colapso de geleira provocou enchente repentina entre Nepal e Tibete
Uma grande massa de gelo, pedras e sedimentos se desprendeu do monte Langtang Lirung e desencadeou uma onda destrutiva no norte do Nepal. O desastre deixou centenas de mortos e milhares de desaparecidos, segundo a BBC News Brasil.
# Colapso de geleira pode ter provocado enchente repentina entre Nepal e Tibete As inundações atingiram o Nepal e o Tibete na manhã de 26 de agosto. Imagens mostram moradores tentando fugir segundos antes de uma massa de lama avançar sobre comunidades, destruindo pontes, edifícios e outras estruturas.
Inicialmente, autoridades e agências de geologia atribuíram o desastre a um terremoto. O Serviço Geológico dos Estados Unidos registrou um tremor de magnitude 4,4, mas depois informou que o abalo foi consequência, e não causa, do deslocamento de gelo e detritos. O evento sísmico associado ao colapso foi estimado em magnitude 5,2.
Uma análise das autoridades indicou que o desprendimento ocorreu no lado nepalês da fronteira, no monte Langtang Lirung, perto do rio Lhende. Parte de uma geleira teria despencado pelo vale, incorporando gelo, pedras e sedimentos, até atingir o rio Lhende Khola e bloquear temporariamente o curso da água. Com o rompimento do bloqueio, uma onda avançou rio abaixo.
Especialistas afirmam que os vales estreitos e as encostas íngremes da região favorecem a rápida propagação de água e detritos. A massa também alcançou rios conectados, como Bhote Koshi, Trishuli e Narayani. A quantidade de detritos carregada pelos rios pode formar novos bloqueios e aumentar o risco de outras inundações nos dias seguintes.
O diretor do Centro de Estudos de Desastres da Universidade Tribhuvan, Basanta Raj Adhikari, afirmou que existe risco de uma “segunda e terceira ondas” de inundações. Cientistas ainda avaliam a sequência exata dos acontecimentos e dizem ser cedo para determinar o papel das mudanças climáticas, embora o aquecimento possa contribuir para o descongelamento do permafrost e a instabilidade de encostas e geleiras. Equipes de resgate procuram desaparecidos e atendem feridos, enquanto autoridades avaliam os bloqueios nos rios.
Fonte: BBC News Brasil
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