

Cobre se aproxima do níquel com avanço da IA e dos veículos elétricos
O cobre atingiu recorde de US$ 14.875 por tonelada na Bolsa de Metais de Londres, enquanto o níquel permanece em patamar mais baixo. A demanda por centros de dados, veículos elétricos e energia renovável impulsiona o metal, cuja oferta cresce mais lentamente.
Os preços internacionais do cobre oscilam próximos de máximas históricas, enquanto o níquel permanece em níveis baixos. Na Bolsa de Metais de Londres (LME), o contrato futuro de três meses do cobre alcançou US$ 14.875 por tonelada em 10 de setembro, o maior valor registrado, segundo o texto.
O cobre é utilizado em infraestrutura, eletrodomésticos e fiação de alta condutividade. A expansão dos veículos elétricos e das instalações de energia renovável aumentou a demanda, movimento reforçado pela construção de centros de dados associada à adoção da inteligência artificial.
Na terça-feira, o contrato de três meses do níquel era negociado a US$ 15.977 por tonelada. O cobre correspondia a 88% desse valor. Dados da LSEG desde 2005 indicam que o preço do cobre nunca havia superado o do níquel; em 2007, equivalia a cerca de um sétimo do preço do metal.
A oferta ajuda a explicar a diferença entre os dois mercados. A Indonésia produziu 2,6 milhões de toneladas de níquel em 2025, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), e ampliou sua produção em cerca de vinte vezes na última década. A produção global de níquel cresceu aproximadamente 80% no período.
No caso do cobre, a produção mundial chegou a 23 milhões de toneladas em 2025, avanço de cerca de 20% em dez anos. A redução do teor do minério e a diminuição das reservas de depósitos de fácil extração pressionam a oferta. A S&P Global Energy estima que, sem novas minas ou expansões, a produção anual pode atingir 27 milhões de toneladas em 2030 e recuar para 22 milhões até 2040.
A possibilidade de o cobre superar o níquel em preço já é discutida por analistas do setor. Os Estados Unidos incluíram o cobre na lista de minerais críticos em 2025, enquanto países buscam garantir o suprimento do metal diante do crescimento da demanda relacionada à inteligência artificial.
Fonte: Valor Econômico
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