CNJ realiza operação no gabinete de desembargador do TRF1
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CNJ realiza operação no gabinete de desembargador do TRF1

O Conselho Nacional de Justiça fez buscas no gabinete de Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília. O magistrado passou a ser investigado após ser citado em conversas localizadas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

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Por Redação Fato Inteiro · 24 de setembro de 2026 às 19:37
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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou, na quarta-feira (24), uma operação no gabinete do desembargador Newton Ramos, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). As diligências foram determinadas pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, e cumpridas pela Polícia Federal.

Segundo a Agência Brasil, Ramos entrou no radar do CNJ depois de ser mencionado em conversas encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro. A operação ocorreu um dia após o conselho determinar o cancelamento de precatórios de usinas do setor sucroalcooleiro negociados com o Banco Master, avaliados em R$ 4,7 bilhões.

A decisão sobre os precatórios foi motivada por uma ação da Advocacia-Geral da União para cancelar decisões do TRF1. Essas decisões haviam determinado o depósito de valores referentes a 16 precatórios em uma conta judicial, antes do trânsito em julgado dos processos que reconheceram a dívida da União.

O caso veio a público após reportagem do Portal Metrópoles sobre um contrato de R$ 427 milhões entre o Banco Master e o escritório da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador. O pagamento estaria condicionado ao sucesso em processos relacionados ao setor sucroalcooleiro. O acesso da PF ao celular de Vorcaro também revelou que assessores do ex-banqueiro citaram que a advogada e o desembargador seriam da “Turma do KN”, em referência ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal.

Em nota, Newton Ramos afirmou que permanece no cargo e classificou o procedimento de correição do CNJ como “natural e regular”. O escritório Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos declarou que possui contrato formal com o Master, mas não recebeu valores “a título de pró-labore ou de êxito”. Nunes Marques disse que nunca trocou mensagens com Vorcaro nem autorizou terceiros a falar em seu nome.

Fonte: Agência Brasil

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