CNI e CNC recorrem ao STF contra fim da escala 6x1 no Brasil
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acionaram o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (4) para suspender o fim da escala 6x1. A nova jornada está prevista para entrar em vigor em 15 de dezembro deste ano, segundo a Agência Brasil.
A CNI afirma que a Emenda Constitucional 141 de 2026, promulgada no mês passado pelo Congresso Nacional, viola a segurança jurídica, a livre iniciativa econômica e a autonomia coletiva trabalhista. A entidade também sustenta que a mudança afetará acordos trabalhistas ainda vigentes entre empresas e trabalhadores.
Segundo a confederação, a redução da jornada, associada à ampliação do repouso semanal sem corte salarial, elevará em 11,1% o custo do trabalho formal na indústria, o equivalente a R$ 88 bilhões.
A CNI argumenta ainda que setores industriais de funcionamento ininterrupto dependem de negociações coletivas para definir regimes de folgas, incluindo modelos compensatórios com ciclos plurimensais ou anuais e regimes diferenciados de trabalho e repouso cumulativo.
A CNC informou que pretende adiar para outubro de 2027 o início da redução das horas de trabalho. A regra aprovada prevê dois dias de descanso remunerado por semana, jornada máxima de 5x2 e redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com transição de 14 meses.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou que o decreto de regulamentação deve ser publicado na próxima segunda-feira (9). De acordo com ele, o texto estabelecerá diretrizes para organizar as jornadas e garantir pelo menos oito folgas por mês.
Fonte: Agência Brasil
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