

China pede participação em consultas do Brasil contra tarifas dos EUA na OMC
A China formalizou um pedido para participar das tratativas abertas pelo Brasil na Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Para a analista Amanda Harumy, a medida pode indicar divergências sobre o tarifaço dentro do próprio país norte-americano.
O Brasil estabeleceu consultas na OMC sobre as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos, e a China pediu para integrar as tratativas. Embora os EUA tenham sinalizado que responderão ao órgão, o governo Donald Trump nega que exista uma negociação.
Segundo Amanda Harumy, a entrada chinesa reforça a disputa por espaço no multilateralismo. Ela avalia que Brasil e China defendem a atuação dessas instâncias, em um cenário no qual outros países ganham relevância enquanto os Estados Unidos perdem hegemonia.
A analista também afirmou que as tarifas afetam a economia norte-americana e defendeu a continuidade da pressão diplomática. Para ela, a OMC tem sido obstruída pelos próprios Estados Unidos, apesar de o país ter sido uma voz relevante na defesa do livre mercado e da organização.
Harumy avaliou ainda que a presença de Brasil e China em um eventual painel da OMC poderia deslocar o debate sobre o tarifaço para uma abordagem técnica e comercial, reduzindo seu foco eleitoral no Brasil. Ela, contudo, não prevê mudança substancial na postura externa dos Estados Unidos em relação à América Latina, marcada, segundo sua análise, por pressão comercial, política, comunicacional e militar.
Fonte: brasildefato.com.br
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