

China pede participação em consultas do Brasil contra tarifas dos EUA na OMC
Pequim afirma ter interesse comercial no caso porque medidas americanas relacionadas a trabalho forçado atingem produtos de origem chinesa. Pedido foi formalizado com base nas regras da OMC.
A China solicitou participação nas consultas abertas pelo Brasil contra as tarifas impostas pelos Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio (OMC). Na petição, Pequim alegou ter “interesse comercial substancial” no processo, pois a investigação americana sobre trabalho forçado e as medidas adotadas a partir dela afetam produtos chineses.
O pedido foi apresentado com base no artigo 4.11 do Entendimento sobre Solução de Controvérsias da OMC. O documento foi encaminhado às delegações brasileira e americana e ao presidente do Órgão de Solução de Controvérsias da organização.
O Brasil questiona duas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos: uma de 25%, sob a justificativa de práticas econômicas consideradas desleais, e outra de 12,5%, relacionada à fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. O governo brasileiro afirma que as medidas são discriminatórias, unilaterais e contrariam compromissos assumidos pelos EUA na OMC.
A participação chinesa não representa, neste momento, a abertura de uma disputa própria contra os Estados Unidos. Ela permite que Pequim acompanhe e participe das consultas, primeira etapa formal do mecanismo de solução de controvérsias da OMC, antes de uma eventual formação de painel.
Também nesta segunda-feira, os Estados Unidos aceitaram o pedido brasileiro de consultas e disseram estar “à disposição” para marcar uma reunião com representantes do Brasil em data conveniente para os dois países.
Fonte: g1.globo.com
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