China exporta caça J-10C ao Uzbequistão e busca novos compradores
Reprodução/Valor Econômico
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China exporta caça J-10C ao Uzbequistão e busca novos compradores

O Uzbequistão recebeu seis caças J-10C da China, tornando-se o segundo país a operar o modelo depois do Paquistão. Pequim também negocia ou demonstra interesse em ampliar as vendas para países como Bangladesh e Indonésia.

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Por Redação Fato Inteiro · 11 de setembro de 2026 às 02:46
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O Ministério da Defesa do Uzbequistão publicou, no fim de agosto, imagens de caças J-10C em voo com a bandeira nacional. O material mostrava seis aeronaves, aparentemente em serviço operacional, e descrevia o modelo como um caça moderno destinado à proteção do espaço aéreo do país.

Segundo o jornal chinês Global Times, ligado ao Partido Comunista Chinês, o Uzbequistão é o segundo país a receber exportações do J-10C, depois do Paquistão. A China planeja ampliar as vendas para Bangladesh, Indonésia e outros mercados, em uma estratégia de diversificação dos destinos de seus armamentos.

A Reuters informou, no fim de agosto, que Bangladesh se preparava para iniciar negociações formais com a China para comprar caças J-10C e helicópteros de ataque. Relatos da imprensa de Bangladesh indicavam que o país avaliava adquirir até 24 caças.

O interesse pelo modelo aumentou após confrontos entre Índia e Paquistão em maio de 2025. Na ocasião, foi anunciado que J-10C operados pelo Paquistão haviam sido usados em combate e abatido caças Rafale franceses operados pela Índia.

O J-10C é um caça de quarta geração sem capacidade furtiva. Segundo a mídia chinesa, cada unidade custa cerca de US$ 60 milhões, menos da metade do preço de um Rafale. Até maio de 2025, Egito, Indonésia e Irã, além de Uzbequistão e Bangladesh, haviam manifestado interesse na aeronave, de acordo com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

A China também busca ampliar a venda de outros equipamentos militares. Egito e Argélia demonstraram interesse na aeronave de reabastecimento em voo YY-20, enquanto forças aéreas chinesas e egípcias realizaram exercícios conjuntos em agosto. A cooperação militar entre China e Egito também foi discutida em reunião entre Xi Jinping e Abdel Fattah el-Sissi, no Cairo, em 2 de setembro.

Fonte: Valor Econômico

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