Chevron negocia ampliar operações de petróleo na Venezuela
Reprodução/Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora
Brasil

Chevron negocia ampliar operações de petróleo na Venezuela

A Chevron está em negociações avançadas com autoridades venezuelanas para expandir suas operações no país. Segundo pessoas informadas sobre as tratativas, um acordo pode ser anunciado na próxima semana.

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Por Redação Fato Inteiro · 29 de agosto de 2026 às 11:51
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A Chevron, segunda maior petrolífera dos Estados Unidos, é a única empresa do país com presença expressiva na Venezuela. Um novo investimento poderia contribuir para a recuperação da indústria de petróleo venezuelana e da economia local.

As negociações também são vistas como uma possível vitória para o governo de Donald Trump, que pressiona empresas americanas a ampliar sua atuação no setor energético venezuelano. Outras petrolíferas dos Estados Unidos buscam oportunidades no país, mas muitos projetos ainda são preliminares ou de menor porte.

O acordo ainda pode não ser concluído. A Chevron mantém operações na Venezuela desde que decidiu permanecer no país, há duas décadas, mesmo após mudanças nas regras para empresas estrangeiras. Exxon Mobil e ConocoPhillips deixaram o país ao não aceitar as novas condições.

As operações da Chevron representam cerca de um quarto da produção venezuelana. A empresa se destacou em um setor afetado por corrupção, má gestão e sanções dos Estados Unidos.

Poucas semanas após a captura de Nicolás Maduro, a Assembleia Nacional venezuelana aprovou mudanças na legislação do setor, ampliando o controle de empresas estrangeiras sobre suas operações. A alteração reverteu parte da nacionalização dos projetos de petróleo promovida em 2007 e abriu caminho para a expansão da Chevron.

Apesar disso, as negociações entre algumas empresas americanas e a estatal venezuelana de petróleo avançam lentamente. Bryan Sheffield, da Formentera Partners, disse que sua empresa enfrenta dificuldades para obter a atenção de autoridades em Caracas e definiu as tratativas como uma “estagnação”.

Fonte: Folha de S.Paulo — Em Cima da Hora

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