

Centrão prioriza bancadas e mantém neutralidade na disputa presidencial
A decisão de partidos do Centrão de não apoiar uma candidatura à Presidência reflete, segundo a cientista política Maria do Socorro Souza Braga, a prioridade dada à eleição de deputados e senadores e ao controle de recursos no Congresso. Para ela, o movimento reduziu o poder de atração do Palácio do Planalto sobre as siglas.
A avaliação ajuda a explicar a dificuldade de Flávio Bolsonaro (PL) para atrair partidos da centro-direita. PP, União Brasil, MDB, Republicanos e Podemos optaram pela neutralidade nacional, e o candidato formou uma chapa “puro-sangue” com o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice.
Segundo Maria do Socorro, professora de Ciência Política da UFSCar, os partidos buscam ampliar suas bancadas na Câmara e no Senado para garantir maior participação no fundo eleitoral e ampliar o poder de negociação orçamentária. “O protagonismo do Congresso e a retenção do controle orçamentário inverteram a lógica de poder”, afirmou à EXAME.
A neutralidade nacional não impede alianças nos estados. Integrantes dessas legendas apoiam Flávio, enquanto outros se aproximam do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente no Nordeste. A estratégia também permite acordos regionais distintos e evita associar nacionalmente as estruturas partidárias a uma única candidatura presidencial.
Dos 13 candidatos à Presidência, apenas a chapa de Lula reúne partidos diferentes; as outras 12 são “puro-sangue”. Na avaliação da cientista política, a fragmentação favorece nomes com estrutura e capilaridade nacional, como Lula e Flávio, e dificulta a formação de palanques estaduais para candidaturas dependentes de alianças.
Fonte: exame.com
Informação que importa, direto do Fato Inteiro.
Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

