Centrão mantém neutralidade nacional, mas lideranças se aproximam de Lula
Reprodução/BBC News Brasil
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Centrão mantém neutralidade nacional, mas lideranças se aproximam de Lula

Os principais partidos do Centrão não lançaram candidatura à Presidência e liberaram seus diretórios para alianças regionais. Enquanto isso, movimentos de líderes como Davi Alcolumbre e Hugo Motta favoreceram a tramitação de pautas prioritárias para Lula, sem representar uma adesão uniforme do bloco.

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Por Redação Fato Inteiro · 1 de setembro de 2026 às 05:34
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Nas eleições deste ano, MDB, Progressistas, Republicanos, União Brasil e Podemos decidiram não apoiar oficialmente nenhuma candidatura presidencial. As siglas mantiveram neutralidade nacional e autorizaram seus diretórios a fazer alianças conforme os interesses regionais.

O PSD é apontado como uma exceção entre os partidos do campo, por ter lançado Ronaldo Caiado à Presidência. Seu presidente, Gilberto Kassab, que é vice na chapa, afirmou que os partidos do Centrão estariam com Lula e declarou que Flávio Bolsonaro não teria chances de vencer. Uma pessoa ligada à campanha do PSD classificou a fala como uma “verdade inconveniente”.

No Congresso, a relação entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), voltou a apresentar sinais de aproximação. Alcolumbre encaminhou propostas consideradas importantes para o governo, entre elas o fim da escala 6x1, medidas para data centers, a manutenção da isenção da chamada Taxa das Blusinhas, a PEC da Segurança Pública e a criação da Polícia Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.

Após reuniões de Lula com Alcolumbre e com o presidente da Câmara, Hugo Motta, outras medidas do interesse do Planalto avançaram. A comissão mista da Taxa das Blusinhas foi instalada em 28 de agosto, enquanto a proposta sobre data centers e a PEC da Segurança Pública também entraram nas pautas do Congresso. A votação da política para minerais críticos poderia ocorrer em plenário.

Apesar desses movimentos, especialistas ouvidos pela BBC News Brasil ressaltaram que o Centrão não age como um bloco unificado. PT, União Brasil, Progressistas e Republicanos mantêm alianças com o partido em alguns Estados, mas os diretórios nacionais de determinadas siglas escolheram a neutralidade, enquanto outros apoiaram candidaturas do PL.

A avaliação apresentada é que lideranças como Alcolumbre e Motta também consideram seus interesses regionais e as próprias reeleições. Com possíveis definições no primeiro turno em Estados como São Paulo e Santa Catarina, os diretórios poderiam ficar menos comprometidos com alianças anteriores e reposicionar-se depois de 4 de outubro.

Fonte: BBC News Brasil

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