

Cenipa aponta atraso nos freios e pista molhada em saída de pista no RS
Relatório final atribuiu a saída de pista de um Phenom 100, em Santa Rosa (RS), a uma combinação de fatores operacionais. A investigação também não descartou que uma pessoa possivelmente não habilitada estivesse nos comandos durante o pouso.
O acidente ocorreu em 14 de dezembro de 2021, quando a aeronave, de matrícula PR-TDV, fazia um voo privado entre Porto Alegre e Santa Rosa. O relatório do Cenipa apontou que havia água sobre a pista após chuva antes da chegada.
Embora os cálculos indicassem que o pouso seria possível na pista de 1.200 metros, a operação não seguiu diversos parâmetros considerados na estimativa. A aeronave cruzou 50 pés com 110 nós e iniciou a frenagem máxima apenas depois de percorrer 849 metros.
A investigação não encontrou falhas no sistema normal de freios nem no antiskid. O freio de emergência foi acionado após 920 metros e desabilitou o sistema que evita o travamento das rodas. Os pneus travaram mais adiante, provocando uma derrapagem e reduzindo a eficiência da frenagem.
O Cenipa também apontou que a pista não tinha ranhuras para facilitar o escoamento da água e que não havia histórico de medições de atrito ou macrotextura feitas pelo operador. O acionamento do freio de emergência, sem sinais de falha no sistema, foi classificado como fator contribuinte relacionado ao julgamento de pilotagem.
Na tentativa de interromper o deslocamento, o piloto realizou uma rotação brusca de cerca de 180 graus, manobra conhecida como “cavalo de pau”. A aeronave ultrapassou o limite pavimentado e parou na descida de um barranco.
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