Cautela reduz otimismo para investimentos em infraestrutura no Brasil
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Cautela reduz otimismo para investimentos em infraestrutura no Brasil

O otimismo dos investidores caiu de 54,2% para 37,8%, segundo o Barômetro da Infraestrutura Brasileira. Apesar disso, o país registrou investimento recorde de R$ 280,4 bilhões no ano passado, e ainda precisa superar um déficit anual de R$ 225 bilhões no setor.

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Por Redação Fato Inteiro · 12 de agosto de 2026 às 06:52
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# Cautela reduz otimismo para investimentos em infraestrutura no Brasil O cenário geopolítico, a proximidade das eleições presidenciais, os juros elevados, a inflação, a reforma tributária e o protecionismo comercial reduziram a confiança das empresas para investir em infraestrutura. A avaliação desfavorável subiu de 20,4% para 30,9%, de acordo com a nova edição do Barômetro da Infraestrutura Brasileira.

O levantamento é semestral e realizado pela EY-Parthenon, braço de estratégia e transações da consultoria EY, e pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), com mais de 230 fontes consultadas. Mesmo com a menor confiança, o Brasil alcançou no ano passado o maior volume de investimentos da série histórica, iniciada em 2010: R$ 280,4 bilhões, dos quais 80% vieram da iniciativa privada.

O estudo aponta que seriam necessários mais R$ 225 bilhões por ano para modernizar adequadamente a infraestrutura ao longo da próxima década. Com isso, o investimento anual necessário para o setor supera R$ 500 bilhões.

O saneamento básico lidera o interesse dos investidores, com 50,4%, seguido por rodovias, com 45,7%, e ferrovias, com 40,9%. O levantamento também mostra que 43,9% dos entrevistados veem impacto positivo nos investimentos em caso de vitória da oposição, enquanto 31% projetam efeito negativo caso haja continuidade do governo atual.

Os estados são apontados como principal referência na atração de investimentos privados, por meio de concessões, Parcerias Público-Privadas e, em alguns casos, privatizações. Os municípios aparecem como o maior gargalo, com 74% de percepção de baixo aproveitamento, principalmente por limitações de pessoal e de recursos para estruturar projetos complexos.

Fonte: oglobo.globo.com

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