Casos de violência política de gênero crescem 11 vezes em quatro anos
Foto: Agência Brasil
Brasil

Casos de violência política de gênero crescem 11 vezes em quatro anos

Processos enviados à Justiça Eleitoral passaram de 15, em 2022, para 177 até setembro de 2026, segundo o TSE. Desde 2018, o MPF registrou 436 denúncias relacionadas ao tema.

PublicidadeOfertaPulso: oferta relampago o dia todo, com preco monitorado e cupom verificado.
Por Redação Fato Inteiro · 22 de setembro de 2026 às 23:40
Compartilhar

O número de processos por violência política de gênero aumentou mais de 11 vezes em quatro anos, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Foram 15 processos encaminhados à Justiça Eleitoral em 2022, contra 177 até setembro de 2026.

Desde 2018, o Ministério Público Federal (MPF) registrou 436 denúncias. Em 221 casos, mais da metade do total, a violência teve teor moral; em outros 177, houve violência psicológica.

Para enfrentar o problema, TSE e MPF lançaram nesta terça-feira (22) a campanha “Política é Substantivo Feminino”. A iniciativa busca informar e conscientizar a sociedade sobre as diferentes formas de violência política contra mulheres.

Entidades de defesa dos direitos das mulheres e do movimento negro entregaram ao presidente do TSE, ministro Nunes Marques, uma carta sobre o aumento da violência política de gênero e raça nas eleições deste ano. O documento relata ameaças de morte e violência sexual, exposição de endereços e informações de familiares, ataques racistas e LGBTIfóbicos, perseguições, intimidações e agressões físicas contra candidatas, especialmente negras e LBTs.

Uma pesquisa do Instituto Marielle Franco analisou 77 casos entre 2021 e 2025 e apontou que 87% das vítimas eram mulheres negras. Segundo os trechos apresentados, o país tem 17,5% de mulheres no Congresso, mais de 700 municípios sem nenhuma mulher em cargo eletivo e apenas 16% das prefeituras chefiadas por mulheres.

A ministra do TSE Estela Aranha afirmou que a violência pode afastar mulheres que já participam da política e desencorajar outras a ingressar. “Ela [a violência política de gênero] silencia individualmente, porque essa mulher pensa: vou sair da política. Mas também atinge a coletividade, porque outras mulheres que veem a violência pensam: por que vou entrar na política?”

Fonte: Agência Brasil

PublicidadeGarnet Corretora de Seguros: viva um mundo mais seguro. A seguranca que voce merece, com cotacao online.
Compartilhar

← Voltar ao início de Fato Inteiro

Newsletter

Newsletter em preparação.

Continue acompanhando as notícias pelo portal.