Candidatos ao Senado recebem repasses públicos iguais ou acima do teto de gastos
Foto: Carlos Moura/Agência Senado · Fonte: Valor Econômico
Brasil

Candidatos ao Senado recebem repasses públicos iguais ou acima do teto de gastos

Oito dos 319 candidatos ao Senado receberam dos partidos valores iguais ou superiores ao limite de despesas definido pelo TSE. Levantamento do Valor aponta que metade dos R$ 429,6 milhões destinados às candidaturas está concentrada em 50 nomes.

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Por Redação Fato Inteiro · 1 de outubro de 2026 às 01:50
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Dos 319 candidatos ao Senado, oito receberam dos partidos recursos dos fundos eleitoral e partidário em valor igual ou superior ao teto de gastos de suas campanhas. Entre os 266 que já prestaram contas, 39 não registraram recebimento de verba pública. Os dados do TSE foram atualizados até 25 de setembro.

A maior concentração está entre 50 candidaturas, que receberam metade dos R$ 429,6 milhões repassados aos candidatos — grupo equivalente a 15,7% dos concorrentes. Segundo especialistas ouvidos pelo Valor, os repasses acima do teto são permitidos porque despesas com advogados e contadores não entram nesse limite.

A estratégia também pode envolver despesas compartilhadas com candidatos a deputado, como militância, eventos e material de campanha. Nesses casos, os gastos devem ser registrados como coletivos, com a indicação dos beneficiários ou como doação estimável em dinheiro do candidato majoritário para o proporcional.

Entre os candidatos que receberam valor igual ou superior ao teto estão Sílvia Cristina (PP-RO), Marília Campos (PT-MG), Benedita da Silva (PT-RJ), Eliziane Gama (PT-MA), Rose de Freitas (MDB-ES), Rodrigo Valadares (PL-SE), Arthur Lira (PP-AL) e Styvenson Valentim (Podemos-RN). Sílvia Cristina recebeu R$ 3,5035 milhões, ante um limite de R$ 3,17 milhões; Rose de Freitas recebeu R$ 3,85 milhões, enquanto seu teto era de R$ 3,81 milhões.

A secretária nacional de Finanças do PT, Gleide Andrade, afirmou que os repasses às candidatas consideraram a competitividade e o cumprimento das cotas de recursos. Styvenson disse que os valores serão usados dentro dos limites da legislação eleitoral. Rose afirmou que parte dos recursos será destinada à equipe jurídica, e Eliziane declarou que a prestação de contas ainda é parcial.

Fonte: Valor Econômico

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