Canadá retalia tarifas de Trump e enfrenta teste político e econômico
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Canadá retalia tarifas de Trump e enfrenta teste político e econômico

O primeiro-ministro Mark Carney suspendeu as negociações comerciais com os Estados Unidos e anunciou tarifas equivalentes às impostas por Donald Trump. A decisão pode pressionar empresas, consumidores e províncias canadenses enquanto Ottawa busca um acordo de longo prazo.

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Por Redação Fato Inteiro · 23 de agosto de 2026 às 11:04
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O Canadá interrompeu na sexta-feira (21/08) as negociações comerciais com os Estados Unidos e decidiu retaliar as novas tarifas americanas de 50% sobre produtos canadenses. Mark Carney afirmou que os EUA fizeram exigências excessivas e ofereceram poucas contrapartidas. Donald Trump, por sua vez, acusou o Canadá de querer os benefícios de ser um Estado americano sem fazer parte do país.

Carney anunciou que as tarifas canadenses serão aplicadas “dólar por dólar” a partir de 8 de setembro. As medidas incluirão aço, laticínios, eletrodomésticos e eletrônicos. Segundo o primeiro-ministro, os dois países entraram em uma “guerra” comercial, cuja escalada não teria sido escolhida pelo Canadá.

A decisão representa um teste para o governo canadense, que terá de avaliar os impactos econômicos da retaliação e convencer a população de que o custo de enfrentar Washington pode compensar a busca por um acordo melhor. Cerca de 70% das exportações do Canadá têm os Estados Unidos como destino, e empresas dos dois lados da fronteira devem enfrentar maior pressão tarifária.

Pesquisas citadas pela BBC indicaram apoio relevante a uma postura firme. Uma sondagem apontou que 36% dos canadenses apoiariam a retaliação, enquanto outra registrou que 56% defendem que o governo federal não faça novas concessões. O boicote de consumidores canadenses também reduziu as viagens aos EUA, com perda estimada em US$ 2,35 bilhões em receitas para o setor americano no ano passado.

O impasse também afeta as relações políticas internas. Governadores provinciais manifestaram apoio à estratégia de Ottawa, enquanto o líder conservador Pierre Poilievre disse que o Canadá não deveria aceitar tarifas unilaterais. Ainda não está claro como as negociações fracassaram, mas Carney citou exigências americanas para o setor automotivo e restrições a acordos comerciais com outros países. O desfecho pode influenciar negociações futuras, incluindo a revisão do acordo de livre comércio entre Estados Unidos, México e Canadá.

Fonte: BBC News Brasil

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