Câmara rejeita texto que ampliava atuação do FGC em crises bancárias
Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados · Fonte: valor.globo.com
Brasil

Câmara rejeita texto que ampliava atuação do FGC em crises bancárias

A Câmara dos Deputados rejeitou, por 252 votos a 176, a versão do projeto relatada por Marcelo Queiroz (PSDB-RJ), que alterava as regras de resolução bancária. O texto previa que o Banco Central pudesse determinar ao FGC operações de liquidez ou suporte financeiro antes da resolução de uma instituição.

PublicidadeCasa da Bisa, residencial para idosos em Pendotiba, Niteroi. Agende uma visita: (21) 98397-1122.
Por Redação Fato Inteiro · 15 de outubro de 2026 às 00:44
Compartilhar

A votação ocorreu na quarta-feira (14). Como se tratava de um projeto de lei complementar, eram necessários 257 votos favoráveis. Após a rejeição, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encerrou a sessão.

A proposta incluía dispositivo que ampliava as possibilidades de atuação do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Segundo fontes ouvidas pelo Valor, a mudança poderia abrir caminho para uma operação de apoio ao Banco de Brasília (BRB), que tenta obter um empréstimo de R$ 6,6 bilhões do fundo. A operação ainda não havia sido concluída.

O texto também modificava as regras de responsabilização de controladores de instituições financeiras em crise, condicionando a aplicação por prejuízos à comprovação de culpa ou dolo. Essa alteração foi criticada por parlamentares durante a sessão.

A versão rejeitada mantinha ainda a possibilidade de uso de recursos da União em situações excepcionais de crise sistêmica. O relatório de Queiroz defendia uma sequência de proteção que começaria por acionistas e credores, passaria por um fundo privado de resolução e deixaria eventual participação da União como último recurso.

Com a rejeição, a tramitação retorna a etapas anteriores. Outras versões do projeto poderão ser colocadas em votação, conforme decisão de Hugo Motta. Queiroz afirmou que, “para colocar dinheiro no BRB, [o FGC já] precisaria de autorização do BC” e que a proposta daria “mais segurança” ao processo.

Fonte: Valor Econômico

PublicidadeCasa da Bisa, mais que uma casa de repouso. WhatsApp (21) 98397-1122.
Compartilhar

← Voltar ao início de Fato Inteiro

Newsletter

Newsletter em preparação.

Continue acompanhando as notícias pelo portal.