

Busca por procedimentos estéticos acende alerta para dismorfia corporal
Até 24% dos pacientes que procuram procedimentos estéticos podem apresentar transtorno dismórfico corporal, segundo meta-análise publicada no Journal of Cosmetic Dermatology. Especialistas destacam a importância de reconhecer sinais antes da indicação de cirurgias.
No início do Setembro Amarelo, o aumento da procura por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas chama atenção para o transtorno dismórfico corporal. A condição envolve preocupação excessiva com uma ou mais características da aparência.
Segundo uma meta-análise publicada no Journal of Cosmetic Dermatology, até 24% dos pacientes que buscam esse tipo de intervenção podem apresentar o transtorno.
A cirurgiã plástica Carine Barreto afirma que expectativas irreais em relação à cirurgia devem ser investigadas. Entre os sinais de alerta, ela cita insatisfação desproporcional com uma característica pouco perceptível, procura repetida por procedimentos, expectativa de transformação completa e frustração persistente.
O cirurgião plástico Alexandre Kataoka descreve a dismorfia como um transtorno mental marcado pelo foco obsessivo em um defeito percebido na própria aparência. Entre as consequências, segundo ele, estão a realização de vários procedimentos em busca do corpo perfeito e o excesso de exercícios físicos.
A psicóloga Fabiane Gonçalves aponta fatores genéticos, neuroquímicos, familiares, psicológicos e sociais relacionados à condição. Os sintomas incluem baixa autoestima, preocupação exagerada com defeitos muitas vezes imaginários, observação repetitiva no espelho, autocrítica e isolamento.
Fonte: CNN Brasil
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