

Brasil melhora em 71% dos indicadores de desigualdade, mas renda se concentra
Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades aponta avanços em 34 dos 48 indicadores monitorados. Apesar da melhora em áreas como desmatamento, emprego e segurança alimentar, a distância entre ricos e pobres aumentou em 2025.
O Brasil registrou melhora em 71% dos 48 indicadores analisados pelo relatório de 2026 do Observatório Brasileiro das Desigualdades, elaborado pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades. Outros 13% permaneceram estáveis e 16% apresentaram piora.
Entre os avanços estão a redução do desmatamento, da insegurança alimentar, do desemprego e dos homicídios entre jovens. A área desmatada caiu de 2,1 milhões de hectares em 2022 para 984,8 mil hectares em 2025. Já a proporção de brasileiros em domicílios com insegurança alimentar moderada ou grave passou de 9,5% em 2023 para 7,7% em 2024.
A taxa de desocupação recuou de 6,6% em 2024 para 5,6% em 2025. O desemprego, porém, continuou mais elevado entre a população negra: entre mulheres negras, chegou a 8,5%, ante 3,8% entre homens não negros.
O principal retrocesso apontado foi o aumento da população exposta a riscos geológicos. O número de pessoas em áreas sujeitas a deslizamentos e tragédias climáticas subiu de 4,36 milhões em 2025 para 4,67 milhões em 2026, alta de 7%.
A concentração de renda também se agravou. Em 2024, o rendimento médio do 1% mais rico era 30,2 vezes maior que o dos 50% mais pobres; em 2025, a diferença passou para 31,5 vezes. O rendimento médio mensal dos brasileiros cresceu 5,3%, chegando a R$ 3.376, mas o das mulheres negras ficou em R$ 2.184.
Fonte: oglobo.globo.com
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