Brasil inicia processo de reciprocidade contra tarifas impostas pelos EUA
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Brasil inicia processo de reciprocidade contra tarifas impostas pelos EUA

O governo brasileiro iniciou nesta quinta-feira (13) o processo de reciprocidade contra as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos a produtos do país. A Camex notificou o governo norte-americano e solicitou consultas diplomáticas.

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Por Redação Fato Inteiro · 13 de agosto de 2026 às 21:56
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A Câmara de Comércio Exterior (Camex) compartilhou o pedido com os integrantes do Comitê Executivo de Gestão e comunicou oficialmente o início do processo ao governo dos Estados Unidos, segundo nota da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Desde julho, o governo de Donald Trump aplica uma sobretaxa de 25% sobre cerca de 3 mil produtos brasileiros. Alguns itens também receberam uma tarifa adicional de 12,5%, elevando as alíquotas a até 37,5%.

O governo brasileiro declarou ter apresentado evidências contra as alegações de práticas desleais de comércio. Na nota, afirmou que “as tarifas são injustificadas e arbitrárias” e que continuará defendendo sua posição nas instâncias cabíveis.

Também informou que pretende reduzir os impactos das medidas sobre a economia e a renda dos brasileiros por meio de ações de proteção aos setores afetados pelo Plano Brasil Soberano. Até agora, foram anunciados R$ 18,5 bilhões para apoiar empresas atingidas pelas tarifas.

No mesmo dia, os Estados Unidos divulgaram um relatório que acusa o Brasil de ajudar a China a contornar tarifas por meio do envio de produtos a outros países para embalagem e montagem. O Brasil foi colocado no nível 2 de uma lista de alto risco comercial, classificado como país de “integração econômica significativa”.

Segundo o relatório, mercadorias redirecionadas dessa forma somariam entre US$ 34,2 bilhões e US$ 303 bilhões por ano. Ao apresentar o documento, o assessor comercial da Casa Branca, Peter Navarro, declarou: “Durante anos, o grande golpe do transbordo comercial permitiu que a China comunista lavasse suas exportações”.

Fonte: brasildefato.com.br

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