

Brasil abre consultas com os EUA antes de possível retaliação tarifária
O governo brasileiro iniciou o processo previsto na Lei da Reciprocidade para contestar tarifas impostas pelos Estados Unidos. A medida abre consultas diplomáticas, mas não representa uma decisão de aplicar retaliação imediata.
O Brasil iniciou consultas com os Estados Unidos para tentar reduzir ou eliminar os efeitos das tarifas americanas e de eventuais contramedidas brasileiras. Segundo o governo, a prioridade continua sendo a negociação e o diálogo nas relações comerciais.
A Lei da Reciprocidade permite limitar importações de bens e serviços, suspender concessões comerciais e de investimentos e restringir obrigações ligadas à propriedade intelectual. Qualquer resposta deverá ser proporcional aos danos econômicos provocados pelas medidas estrangeiras e seguir etapas previstas na legislação.
Os Estados Unidos impuseram em julho uma tarifa de 25% sobre cerca de 18% das exportações brasileiras para o país, estimadas em aproximadamente US$ 7,4 bilhões. Uma cobrança adicional de 12,5% pode elevar a tarifa total, em determinados casos, a 37,5%. Mais de 2.200 produtos ficaram fora das novas medidas.
O governo brasileiro considera as tarifas injustas e arbitrárias e afirma que continuará contestando as decisões americanas em fóruns internacionais. Entre as justificativas apresentadas pelos EUA estão alegações sobre práticas comerciais brasileiras, regras do Pix, decisões judiciais e políticas relacionadas ao desmatamento, à corrupção, a patentes e à importação de etanol.
Se as negociações não resolverem a disputa, o Brasil poderá avaliar medidas de reciprocidade. Enquanto isso, o governo prevê apoio a empresas afetadas pelo Plano Brasil Soberano e pretende ampliar parcerias comerciais e buscar novos destinos para as exportações brasileiras.
Fonte: economia.uol.com.br
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