

Auxílio de R$ 600 levou quatro meses para elevar aprovação de Bolsonaro
O pagamento começou em abril de 2020, mas a melhora mais consistente na avaliação do governo apareceu em agosto, após cinco parcelas. Naquele mês, a aprovação chegou a 52%, ante 41% em junho, segundo o PoderData.
O Auxílio Emergencial de R$ 600 começou a ser pago pelo governo Jair Bolsonaro em abril de 2020, no início da pandemia de covid-19. Antes disso, os beneficiários do Bolsa Família recebiam R$ 192. O impacto positivo sobre a avaliação do presidente não foi imediato.
De acordo com levantamentos do PoderData citados pelo Poder360, a aprovação do governo — soma das avaliações “ótimo” e “bom” — subiu de forma mais consistente no segundo semestre. O melhor resultado ocorreu em agosto, depois de cinco parcelas, quando 52% dos entrevistados aprovavam a gestão. Em junho, o índice era de 41%.
No mesmo período, a rejeição caiu de 50% para 40%. Entre os beneficiários do auxílio, a aprovação do governo ficou acima da média nacional.
A experiência é mencionada em relação ao reajuste de 15,04% do Bolsa Família anunciado por Luiz Inácio Lula da Silva em 17 de setembro de 2026, a 17 dias do primeiro turno. A partir da folha de outubro, o piso passará de R$ 600 para R$ 691, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777.
O governo afirma que o aumento recompõe a inflação acumulada desde o início do atual Bolsa Família, em 2023. A medida tem impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e R$ 22 bilhões em 2027. A legislação eleitoral prevê restrições à distribuição de benefícios no ano da eleição, com exceções para calamidade, emergência e programas sociais autorizados e já previstos no orçamento. O TSE afirma que esses requisitos devem ser cumpridos para manutenção ou ampliação dos benefícios.
Fonte: Poder360
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