

Augusto Cury chega ao terceiro lugar e atrai eleitores fora da polarização
O escritor aparece com 8% das intenções de voto na pesquisa BTG/Nexus e 7,8% no levantamento AtlasIntel/Bloomberg. Para o cientista político Pablo Ortellado, Cury ocupa o espaço já desempenhado por Marina Silva, Ciro Gomes e Simone Tebet em eleições anteriores.
Augusto Cury subiu ao terceiro lugar nas pesquisas BTG/Nexus e AtlasIntel/Bloomberg divulgadas em 31 de agosto. No primeiro levantamento, realizado entre 28 e 30 de agosto, o escritor registrou 8% no voto espontâneo, atrás de Luiz Inácio Lula da Silva, com 37%, e Flávio Bolsonaro, com 30%. Na pesquisa anterior, ele não havia pontuado.
No voto estimulado da BTG/Nexus, Cury chegou a 11%, ante 2% no levantamento anterior. Mesmo considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, ele permaneceu na terceira posição. Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, feita entre 25 e 30 de agosto, o candidato teve 7,8%, dentro da margem de erro de três pontos.
A média dos levantamentos publicados até 31 de agosto, segundo o Agregador de Pesquisas da BBC News Brasil, indica Cury com 10% das intenções de voto no primeiro turno. Entre eleitores de 16 a 24 anos, ele aparece com 22%, contra 25% de Lula e 32% de Flávio Bolsonaro; nesse recorte, a margem de erro é de seis pontos percentuais.
Para Pablo Ortellado, professor de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo, Cury atrai eleitores que procuram uma alternativa aos dois principais polos da disputa. O especialista afirmou que o crescimento também foi confirmado por pesquisas e considerou tecnicamente difícil atribuí-lo ao uso de robôs.
Ortellado avalia que Cury desempenha um papel semelhante ao de Marina Silva, Simone Tebet e Ciro Gomes em eleições anteriores. Segundo ele, o candidato pode receber votos de eleitores de Lula, Flávio Bolsonaro, dos que pretendiam votar nulo ou em branco e dos que ainda não haviam decidido participar da eleição.
Na avaliação do cientista político, Cury pode chegar ao segundo turno como um nome relevante caso consolide cerca de 10% dos votos. Ele afirmou, porém, que o candidato não deve ameaçar Lula ou Flávio no primeiro turno à luz dos padrões anteriores, embora possa se tornar decisivo na disputa seguinte. A campanha de Cury foi procurada pela BBC News Brasil, mas não respondeu até a publicação da reportagem.
Fonte: BBC News Brasil
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