Audiência debate assistência a mulheres que receberam implante Essure
Reprodução/Agência Senado
Brasil

Audiência debate assistência a mulheres que receberam implante Essure

A Comissão de Direitos Humanos do Senado discutiu a criação de uma política nacional para identificar e acompanhar mulheres que receberam o contraceptivo permanente Essure. O dispositivo foi implantado em 10.402 mulheres no Brasil e teve o registro proibido pela Anvisa em 2019.

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Por Redação Fato Inteiro · 21 de agosto de 2026 às 13:28
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A audiência pública, realizada nesta sexta-feira (21), reuniu propostas de protocolos de atendimento, rastreamento das pacientes e medidas de reparação para mulheres que tiveram complicações associadas ao implante. O debate foi proposto pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

O Essure foi disponibilizado no Brasil entre 2009 e 2017 e era implantado nas trompas por histeroscopia. Após relatos de eventos adversos, a comercialização foi suspensa e, em 2019, a Anvisa proibiu o produto, classificando-o na categoria de risco máximo.

Participantes relataram casos de dor pélvica crônica, alterações menstruais, perfuração, migração ou fragmentação do dispositivo e reações de hipersensibilidade. Segundo representantes médicos, a retirada pode ser complexa e, quando indicada, deve ser avaliada individualmente.

A representante do Ministério da Saúde informou que o Essure não foi incorporado nacionalmente ao SUS e que as aquisições ocorreram de forma descentralizada por estados e municípios. A pasta não possui dados oficiais consolidados sobre todos os implantes e as pacientes que apresentaram complicações.

Durante a audiência, também foi defendida a criação de mecanismos para localizar e acompanhar as mulheres implantadas. Atualmente, não existem Centros de Referência Essure no SUS nem código específico para a retirada do dispositivo, segundo os participantes. A Anvisa recebeu 323 notificações de eventos adversos relacionados ao implante.

Fonte: Agência Senado

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