

Atendentes do Ligue 180 relatam rotina de acolhimento e orientação
Profissionais recebem mulheres que buscam informação, apoio ou registro de denúncias de violência. Central teve 1.035.647 atendimentos entre janeiro e julho de 2026 e oferece acompanhamento psicológico às equipes.
O Ligue 180, gerenciado pelo Ministério das Mulheres, acolhe mulheres e presta orientações sobre direitos, serviços e políticas públicas. A central reúne cerca de 370 profissionais, entre atendentes, psicólogas, gestoras e capacitadoras.
As atendentes relatam casos de violência doméstica, cárcere privado e agressões contra idosas. Também há situações em que familiares, como uma criança de 10 anos, procuram o serviço para relatar o que acontece com uma mulher.
Além de registrar denúncias, as profissionais conversam com mulheres que precisam desabafar ou ainda não decidiram formalizar o caso. A equipe é treinada para combinar empatia e distanciamento profissional, evitando a revitimização durante a escuta.
As colaboradoras recebem acompanhamento psicológico semanal, individual ou coletivo, por cerca de uma hora e meia. O apoio também pode ser acionado durante um atendimento, em situações de crise.
Entre 1º de janeiro e 31 de julho de 2026, o serviço registrou 1.035.647 atendimentos, média de 4.884 por dia. Segundo o Ministério das Mulheres, o aumento pode estar relacionado à maior confiança e ao conhecimento sobre o serviço.
O Ligue 180 funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, com atendimento em português, espanhol e inglês. Denúncias identificadas ou anônimas podem ser feitas pelo telefone 180, pelo WhatsApp +55 (61) 99610-0180 ou pelo e-mail central180@mulheres.gov.br. Após o registro, o caso recebe um protocolo e é encaminhado aos órgãos competentes.
Fonte: g1 Política
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