

Ataques a imagens e templos religiosos levam PF a abrir investigação
Incêndios e danos a símbolos católicos foram registrados em diferentes cidades, enquanto dados oficiais apontam aumento de denúncias de intolerância religiosa. Ministro do STF determinou que a Polícia Federal apure a possível disseminação dos ataques.
Uma loja de artigos religiosos católicos em Fortaleza foi atacada com um coquetel molotov na madrugada de 9 de setembro. Na mesma noite, outros dois estabelecimentos católicos e um terreiro de umbanda tiveram as fachadas incendiadas na capital cearense. A Polícia Civil investiga os casos.
Também foram registrados danos a imagens religiosas em Londrina (PR) e Salvador. Em Londrina, a cabeça de uma imagem de Nossa Senhora Aparecida foi arrancada; na capital baiana, imagens de Nossa Senhora das Graças e de Santa Dulce dos Pobres foram quebradas ou destruídas.
Na última quarta-feira (30), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Polícia Federal investigue uma aparente disseminação de ataques a imagens católicas pelo país.
Dados do Disque 100 indicam que, entre janeiro e junho de 2026, houve 1.252 denúncias com ao menos uma violação relacionada à liberdade de crença ou à intolerância religiosa. No mesmo período, foram registradas 270 denúncias envolvendo praticantes de candomblé e umbanda, contra 192 no primeiro semestre de 2025. Entre católicos, os registros passaram de 15 para 34.
A pena prevista para crimes de intolerância religiosa — prática, indução ou incitação — varia de um a cinco anos de reclusão, além de multa. Segundo o defensor público do Ceará Igor Barreto, esses crimes são insuscetíveis de fiança e indulto e imprescritíveis.
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