

Atafona enfrenta erosão costeira de mais de 5 metros por ano
Na faixa litorânea de Atafona, em São João da Barra (RJ), o avanço do mar expõe fundações e transforma casas em ruínas. Município autorizou, em 2026, um estudo para analisar alternativas diante da erosão extrema em alguns trechos.
A erosão costeira atinge a área construída de Atafona desde meados do século 20. Ondas, correntes marinhas e ventos removem areia continuamente, enquanto alterações no canal do Rio Paraíba do Sul podem intensificar o problema, segundo relatório técnico municipal.
Entre os fatores citados estão a retirada de água, a construção de barragens e a extração de areia, que alteram o fluxo natural de sedimentos. Na foz do rio, parte do material erodido em Atafona segue para a Praia de Grussaí, evidenciando a conexão entre a dinâmica fluvial e a faixa costeira.
Em trechos específicos, o recuo supera cinco metros por ano, índice classificado como extremo. A velocidade varia entre diferentes pontos da praia e ao longo do ano; registros geológicos também relacionam o comportamento da costa à vazão do Paraíba do Sul.
O processo já afetou imóveis e famílias. Relatório da Prefeitura registra a destruição de edificações, a exposição de fundações e o desaparecimento de terrenos, enquanto decreto municipal de 2023 menciona residências interditadas pela Defesa Civil e a destinação de um imóvel a um programa habitacional.
Autorizado em 2026, o Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental deverá avaliar aspectos oceanográficos, climáticos e hidrossedimentológicos, além de comparar alternativas de mitigação e adaptação. A Prefeitura informou, em julho, a assinatura da ordem de serviço; o Plano de Trabalho tinha prazo médio de 30 dias para apresentação.
Fonte: CNN Brasil
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