

Artigo defende aproximação entre Mercosul e Asean
Texto publicado no Jornal da USP argumenta que o Brasil deveria colocar em discussão uma estrutura comercial entre o Mercosul e a Associação de Nações do Sudeste Asiático. A proposta é apresentada como forma de diversificar mercados, investimentos e parceiros diplomáticos.
Um artigo publicado no Jornal da USP defende que o Brasil amplie o relacionamento do Mercosul com a Asean, bloco que reúne dez países do Sudeste Asiático. O texto cita a nomeação, em março de 2024, de Henrique Archanjo Ferraro como primeiro embaixador brasileiro dedicado à associação.
Segundo o artigo, os países da Asean somam 678 milhões de habitantes e têm PIB combinado de US$ 3,9 trilhões. O texto afirma que esses números indicam oportunidades para a América do Sul, especialmente diante da busca por mercados alternativos no Sul Global.
A relação entre Brasil e Malásia é apresentada como exemplo da complementaridade entre as economias. O comércio bilateral alcançou US$ 4,4 bilhões em 2024, e os dois países mantêm isenção de vistos. A Malásia exporta ao Brasil produtos tecnológicos, químicos e máquinas, enquanto o Brasil vende soja, carne bovina, açúcar, café e minério de ferro.
O artigo também menciona a presença da Vale na Malásia e da Petronas no Brasil. Na avaliação apresentada, um acordo entre Mercosul e Asean poderia ampliar as opções de exportação e importação do bloco sul-americano, sem substituir os vínculos com Estados Unidos, União Europeia e China.
O texto ressalta, porém, que a proposta não significa que um acordo será negociado ou ratificado. A aproximação é descrita como uma estratégia de diversificação de mercados, investimentos e canais diplomáticos, associada à ideia de ampliar a autonomia dos países do Sul Global.
Fonte: jornal.usp.br
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