

Arte, esporte e educação enfrentam o capacitismo no Dia da Pessoa com Deficiência
Fotografia, moda, dança e natação são usadas por pessoas com deficiência para expressar sua criatividade, disputar espaços e questionar barreiras. Relatos também expõem episódios de capacitismo e a necessidade de ampliar a conscientização sobre direitos.
No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado nesta segunda-feira (21), histórias de artistas, atletas e profissionais mostram como a arte e o movimento podem enfrentar barreiras e ampliar a visibilidade sobre os direitos das pessoas com deficiência.
O fotógrafo mineiro Luciano Ambrósio, de 57 anos, perdeu a visão aos 24 e descobriu a fotografia há dez anos. Morador de Ceilândia (DF), ele usa um software de voz para produzir imagens e prepara a publicação independente de seu primeiro livro, Meu olhar, prevista para novembro, com 120 páginas, fotografias e 100 poesias.
Na moda, a estilista goiana Juliana Santos, de 40 anos, afirma ter sido alvo de ataques na internet relacionados à sua deficiência. Segundo ela, a exposição provocou cancelamentos e perda de contratos. Juliana prepara um vestido-manifesto com 200 comentários ofensivos registrados nos últimos dois anos e busca responsabilização pelo caso, que também é investigado em um inquérito.
A professora de educação física Carolina Belfort, cadeirante, dá aulas em uma escola pública do Riacho Fundo, no Distrito Federal. Ela estimula os alunos a praticarem esportes e dança e relata que, durante sua vida escolar, não se sentia incluída nas atividades. Para a professora, o capacitismo e as barreiras relacionadas ao fato de ser mulher fizeram com que precisasse se provar duas vezes.
A funcionária pública e arquivista brasiliense Daniela Francescutti, de 56 anos, é atleta surda e participa de competições masters de natação. Desde 2021, representa o Distrito Federal em competições nacionais de surdos e, neste ano, conquistou três medalhas no Open Panamericano, realizado em Guaiaquil, no Equador.
A secretária nacional dos direitos da pessoa com deficiência, Isadora Nascimento, defende ações de conscientização sobre o capacitismo desde a escola. Ela também afirma que políticas públicas devem considerar diferentes marcadores sociais para identificar as pessoas que precisam de inclusão e ampliar direitos e oportunidades.
Fonte: Agência Brasil
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