

Aquecimento dos oceanos amplia áreas com bactéria Vibrio vulnificus
O aumento da temperatura das águas costeiras tem criado novos habitats para a Vibrio vulnificus, associada a casos de fasciíte necrosante. A infecção pode avançar rapidamente e ser fatal sem tratamento.
A Vibrio vulnificus vive principalmente em águas marinhas quentes e também pode ser encontrada em águas salobras. Pessoas podem contrair a bactéria quando uma ferida aberta entra em contato com essas águas, durante atividades como natação e pesca. O consumo de frutos do mar crus ou malcozidos, especialmente ostras, também pode causar intoxicação alimentar.
A bactéria é uma das possíveis causadoras da fasciíte necrosante, condição rara em que toxinas destroem tecidos abaixo da pele, incluindo músculos, nervos e vasos sanguíneos. Nos Estados Unidos, são registrados entre 150 e 200 casos de infecção por Vibrio vulnificus por ano, e uma em cada cinco pessoas infectadas morre, segundo os trechos da fonte.
Um estudo citado na reportagem apontou que as infecções de feridas por Vibrio vulnificus aumentaram oito vezes entre 1988 e 2018 no leste dos Estados Unidos. A bactéria também passou a ser encontrada em áreas mais ao norte da Costa Leste americana, enquanto mudanças climáticas elevaram a temperatura de águas costeiras do norte da Europa e do Mar Báltico.
Febre, vermelhidão, dor intensa e inchaço no local da lesão estão entre os primeiros sinais. O tratamento pode envolver antibióticos administrados diretamente na corrente sanguínea e cirurgia para remover tecidos danificados. Para prevenção, a recomendação é evitar águas potencialmente contaminadas com feridas abertas, cobrir lesões com curativo impermeável e lavar imediatamente cortes ocorridos durante o contato com água ou frutos do mar.
Fonte: g1 Saúde
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