Aprosoja vê crise do agro tão forte quanto a de 2004 a 2006
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Brasil

Aprosoja vê crise do agro tão forte quanto a de 2004 a 2006

Endividamento, crédito restrito, juros altos e custos elevados pressionam produtores na preparação da próxima safra brasileira de grãos. Para Lucas Beber, presidente da Aprosoja Brasil, a crise atual pode ser “igual ou até maior” que a enfrentada pelo setor há cerca de 20 anos.

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Por Redação Fato Inteiro · 10 de agosto de 2026 às 20:20
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A próxima safra brasileira de grãos começa em um cenário de cautela para os produtores, diante da combinação de endividamento elevado, dificuldade de acesso ao crédito, juros altos e custos de produção ainda pressionados. Os fatores afetam as decisões sobre área plantada e investimentos.

Lucas Costa Beber, presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Brasil (Aprosoja Brasil), comparou o momento à crise enfrentada pelo agronegócio entre 2004 e 2006. Na ocasião, a valorização do real, a queda dos preços internacionais das commodities e problemas climáticos dificultaram a situação dos produtores.

“Talvez essa crise seja igual ou até maior que a crise daquela época”, afirmou Beber em entrevista ao AgFeed durante o 25º Congresso Brasileiro do Agronegócio, realizado em São Paulo.

Segundo a Aprosoja Brasil, a demanda por recursos para custeio e comercialização teria caído cerca de 50% desde o anúncio do Plano Safra, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nas linhas de investimento, a redução estimada pela entidade se aproxima de 80%.

A restrição ao crédito também pode limitar a expansão da área plantada. Beber afirmou que a entidade vê com ceticismo projeções privadas que indicam aumento de meio milhão de hectares no país, devido à redução dos investimentos e às dificuldades de financiamento.

Em Mato Grosso, cerca de 30% das compras de fertilizantes fosfatados ainda não haviam sido realizadas, segundo estimativa de Beber. Ele atribuiu o adiamento à alta dos preços: o MAP teria passado de US$ 700 para cerca de US$ 900 por tonelada após o início do conflito mencionado na entrevista.

Fonte: agfeed.com.br

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