

Após perder filha para o VSR, mãe vacina segunda gestação pelo SUS
Eshiley Campos não conseguiu pagar a imunização contra o vírus sincicial respiratório na primeira gravidez. Meses após a morte da filha, recebeu a vacina gratuitamente na rede pública durante a gestação de Helena.
Eshiley Campos, de 23 anos, perdeu a filha Maitê aos dois meses e 15 dias, no fim de abril do ano passado. A bebê morreu após complicações causadas pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que pode provocar bronquiolite e dificuldade para respirar em crianças pequenas.
Na primeira gestação, Eshiley sabia da existência da vacina contra o VSR, mas não conseguiu pagar. Segundo o relato, uma dose na rede privada custava cerca de R$ 3.500 durante a gravidez; após o nascimento, o anticorpo monoclonal aplicado no bebê passava de R$ 4.000.
A vacina materna começou a ser oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em dezembro de 2025, para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Na segunda gestação, Eshiley recebeu a dose gratuitamente quando chegou a esse período.
Helena nasceu de cesárea, com 36 semanas e dois dias, oito semanas depois da vacinação. A imunização durante a gravidez estimula a produção de anticorpos que atravessam a placenta e protegem o bebê por cerca de seis meses.
De acordo com dados do Ministério da Saúde apresentados em julho, os casos graves de doença respiratória em bebês com menos de seis meses caíram 52,5% no primeiro semestre de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O número passou de 14.061 para 6.674 casos.
A cobertura da vacina contra o VSR entre gestantes chegou a cerca de 82% em 2026, ante 17% no ano anterior. O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, ressalva que a comparação da temporada completa será necessária para medir quanto da redução decorre da vacinação e quanto corresponde à variação natural da circulação do vírus.
Fonte: g1 Saúde
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