Ansiedade antes da segunda-feira pode comprometer descanso e rotina
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Ansiedade antes da segunda-feira pode comprometer descanso e rotina

A chamada “ansiedade de domingo” descreve sentimentos negativos que surgem com a aproximação do fim de semana e não é, por si só, um diagnóstico psiquiátrico. A frequência, a intensidade e o impacto dos sintomas ajudam a indicar quando é necessário buscar avaliação profissional.

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Por Redação Fato Inteiro · 23 de agosto de 2026 às 04:46
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A chegada da segunda-feira pode fazer com que reuniões, e-mails, metas e tarefas pendentes ocupem o pensamento ainda no domingo. Conhecido popularmente como “ansiedade de domingo” ou “Sunday Scaries”, o fenômeno vai além da vontade comum de prolongar o descanso quando se repete e interfere na vida do trabalhador.

Segundo o psiquiatra corporativo Daniel Sócrates, é importante diferenciar o desânimo habitual do fim do fim de semana de situações com ansiedade, insônia, irritabilidade ou medo recorrentes diante do retorno ao trabalho. A antecipação pode manter a pessoa em estado de alerta, mesmo quando ela está fisicamente em casa.

Sobrecarga, cobranças constantes, conflitos, falta de clareza sobre prioridades e pouca segurança psicológica podem intensificar o problema. Mensagens e e-mails fora do expediente também reduzem a separação entre trabalho e descanso, especialmente quando existe expectativa de disponibilidade.

Insônia recorrente, crises de choro, palpitações, tensão muscular, alterações gastrointestinais, medo intenso e pensamentos persistentes sobre abandonar o emprego estão entre os sinais que merecem atenção. O sofrimento também pode começar cada vez mais cedo no fim de semana, avançando da noite de domingo para o período da tarde ou até o sábado.

Organizar pendências e prioridades na sexta-feira, estabelecer limites para mensagens profissionais e preparar a manhã de segunda podem ajudar a reduzir a imprevisibilidade. Essas medidas não substituem a investigação das causas: quando os sintomas prejudicam o sono, os relacionamentos, o lazer, a alimentação, a concentração ou a qualidade de vida, a recomendação é buscar avaliação profissional.

Fonte: CNN Brasil

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