Analistas divergem sobre vencedor em primeiro embate entre Moraes e Mendonça no STF
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Analistas divergem sobre vencedor em primeiro embate entre Moraes e Mendonça no STF

O STF encerrou a sessão sem decidir sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes nem sobre a validade de um relatório da Polícia Federal. Analistas divergem entre apontar benefício à ala de Moraes e considerar que o principal prejudicado foi o próprio tribunal.

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Por Redação Fato Inteiro · 16 de setembro de 2026 às 06:08
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O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concentrou a sessão em uma questão de ordem apresentada por Flávio Dino: os processos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça deveriam ser analisados juntos ou separadamente. O julgamento foi interrompido por um pedido de vista de Dino, quando o placar estava em 4 a 3 pela análise separada dos casos.

A professora Ana Laura Barbosa, da FGV-SP e do Insper, avaliou que o pedido de vista adiou a decisão e beneficiou Moraes. Para ela, a medida foi uma estratégia da ala ligada ao ministro, embora o mérito do pedido de investigação ainda precise ser analisado.

O professor João Pedro Pádua, da UFF, rejeitou a ideia de uma ala vencedora e outra derrotada. Segundo ele, a sessão terminou sem decisão sobre um tema sensível, o que deixou o próprio STF mais vulnerável como instituição. Gabriela Zancaner, da PUC-SP, também afirmou que não houve vencedor e apontou um desgaste generalizado para a Corte.

A condução do presidente do STF, Edson Fachin, foi outro ponto de avaliação dos especialistas. Zancaner considerou que ele teve dificuldade para controlar os debates e saiu enfraquecido, enquanto Barbosa ponderou que Fachin não poderia retirar a palavra dos ministros, mas poderia ter sido mais incisivo na organização das falas.

Também ficaram em aberto as regras sobre a participação de Moraes e Mendonça nas próximas votações. Especialistas divergiram sobre o impedimento dos dois na questão de ordem, mas a avaliação apresentada é que ambos não deveriam votar quando o Supremo analisar o mérito de pedidos de investigação envolvendo os próprios ministros.

Fonte: BBC News Brasil

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