

Analista diz que base de Flávio não resolveria desafio fiscal
Thiago Vidal, da Prospectiva, avaliou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro teria força no Congresso, mas enfrentaria obstáculos econômicos estruturais. Para o analista, partidos da base também exerceriam pressão sobre o orçamento.
Thiago Vidal, diretor de análise política da Prospectiva, afirmou ao WW que um eventual governo de Flávio Bolsonaro teria vantagens no Legislativo, mas enfrentaria desafios econômicos que não se limitariam à formação da base parlamentar.
Segundo Vidal, se eleito, Flávio partiria de uma posição favorável no Congresso. "Ele será o presidente mais forte do ponto de vista legislativo. A sua bancada seria bastante expressiva", declarou o analista.
Vidal também avaliou que a fragmentação partidária no Congresso caiu e se aproxima do nível registrado no fim dos anos 1990. Na avaliação dele, porém, os partidos que dominam o Legislativo são, em grande parte, integrantes do Centrão, grupo que, conforme suas palavras, "ataca o orçamento".
O analista citou ainda que 25% dos gastos discricionários são emendas parlamentares e disse que o PL, partido de Flávio Bolsonaro, se enquadraria parcialmente nesse perfil. Para ele, a base de um eventual governo não seria necessariamente comprometida com a contenção de gastos.
Vidal acrescentou que pressões de prefeitos, da indústria e de servidores públicos ampliariam o desafio do eventual governo. "Apesar das vantagens, porque esse mesmo grupo que comporia a sua base também é formado por partidos que, de certa maneira, corroem o orçamento", afirmou, ao ser questionado se o problema persistiria mesmo com apoio nas duas casas legislativas.
Fonte: CNN Brasil
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